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Como Ajudar

EQUOTERAPIA

Desde 1952 quando Liz Hartel com seqüelas de poliomielite e marcha comprometida, ganhou medalha de prata em adestramento nas olimpíadas de Helsinki, a partir desta data houve um grande interesse em estudar o uso do cavalo como ajuda reabilitativa em pessoas com danos motores, cognitivos e psicológicos.

Em 1965 foi escrito o primeiro manual de Reabilitação Através da Equitação deste então foram publicados vários trabalhos científicos e uma tese de doutorado em 1972 na Universidade de Paris.

Zander ( fisiatra) afirma que 180 oscilações por minuto,estimulam o Sistema nervoso Central e Rieder (neurologista) estudou que esta freqüência é observada no dorso do cavalo ao passo e trote.

No Brasil em 1989 foi fundada a ANDE Brasil ( Associação Nacional de Equoterapia) e em 1997 a Equoterapia foi reconhecida como forma de terapia pelo Conselho Federal de Medicina.

O cavalo é usado como meio terapêutico proporcionando ao paciente ganhos na mobilidade, equilíbrio, coordenação e regularização de tônus. ”O praticante quando sentado ou deitado no cavalo recebe informações proprioceptivas que provém das regiões articulares, musculares e tendinosas, diferentes das habituais fornecidas em outras posições, possibilitando com isto a criação de novos esquemas motores” ( Equitação Terapêutica-Revista Cheval Connexion-Hubart e Lallery).

O método se baseia na movimentação rítmica e precisa do animal ao passo, permitindo o deslocamento tridimensional ( lateral,frente e trás, para cima e para baixo) que provoca um ajuste tônico da musculatura principal do movimento e dos músculos opostos a este,possibilitando uma retificação de tronco e melhora na postura.

De todos os animais, o cavalo é que tem o número e distância do passo e deslocamento de anca, muito semelhante ao do homem. A passada em diagonal provoca dissociações dos quadris e ombros, rotações e movimentos na pessoa que está montada como aqueles que usamos ao caminhar.
O tempo estipulado pelo Comitê Internacional de Equitação Terapêutica é de ½ hora de atendimento, onde o paciente realiza em torno de 1800 à 2200 ajustes tônicos,mais do que isto pode levar a fadiga muscular.

O termo Equoterapia é uma nomenclatura brasileira onde se divide em:
-Hipoterapia- Necessita de um auxiliar guia para conduzir o cavalo e um auxiliar lateral- terapeuta. Indicado para pacientes que não tem independência para se manter só no cavalo.

-Reeducação Eqüestre - Com fins pedagógicos, indicados em distúrbios de aprendizagem, linguagem, etc, utilizado na área educativa.

-Pré Esportiva - Trabalho só ou em grupo com objetivo de organização espacial, sociabilização e contribui para inserção na sociedade, ensinando equitação ( passo, trote e galope).

-Esportiva - O praticante está pronto para ser inserido em centros esportivos tradicionais.

Uma equipe composta por neurologistas ( Dra. Lucia Coutinho, Dr. Isack Bruck, Dr. Sérgio Antoniuk ), ortopedista ( Dr Edílson Forlin) e fisioterapeutas( Marise Zonta e Cleunice S. Rodrigues), realizaram uma pesquisa de análise de controle de tronco em crianças portadoras de paralisia cerebral atendidas na fisioterapia comparadas com as atendidas na equoterapia. O resultado após 5 a 7 meses de atendimento foi um maior controle de tronco, equilíbrio, coordenação, abdução de MMII, membros superiores mais livres,maior controle de cabeça e dissociação de cintura pélvica e escapular nas crianças atendidas na equoterapia.
A Equoterapia como podemos observar, traz muitos benefícios, porém deve ser indicada e realizada com bastante critério e por profissionais especializados, pois as contra indicações são inúmeras.


Coordenação:
Cleunice Siqueira Rodrigues
Lilian Jacqueline Keller